Renda Extra Com novo aumento da Selic, quanto rende investir na poupança?

Com novo aumento da Selic, quanto rende investir na poupança?

Com a alta dos juros, veja simulações de quanto rendem R$ 1 mil, R$ 5 mil e R$ 10 mil para o investidor

Agência Estado
O rendimento da poupança não muda e continua 0,5% ao mês mais TR

O rendimento da poupança não muda e continua 0,5% ao mês mais TR

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Com o novo reajuste, a taxa básica de juros passa de 10,75% para 11,75% ao ano. A alta não traz mudanças significativas para o retorno da poupança, mas pode indicar aos brasileiros novas oportunidades de investimentos em renda fixa.

A elevação já era esperada pelo mercado. Segundo Ricardo Jorge, analista de renda fixa da Quantzed, empresa de tecnologia e educação para investidores, a retomada das atividades presenciais, a crise hídrica e energética e a guerra entre Rússia e Ucrânia foram as principais causas para o processo inflacionário no Brasil. “O resultado do último IPCA [indicador da inflação] veio muito acima do que o mercado esperava”, afirma Jorge.

De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de fevereiro foi de 1,01%. O resultado foi 0,47 ponto percentual acima da inflação de janeiro (0,54%) e a maior variação do índice para um mês de fevereiro desde 2015.

No entanto, a Selic mais alta não traz mudanças para a rentabilidade da poupança. Na prática, quando a Selic está acima de 8,5% ao ano, o rendimento da caderneta de poupança passa a ser de 0,5% ao mês mais TR (Taxa Referencial). “O rendimento é equivalente a 6,17% ao ano. Se a gente olhar para a Selic, trata-se de uma diferença de quase 5,6%”, afirma Rodrigo Beresca, analista de soluções financeiras da Ativa Investimentos.

A rentabilidade da poupança só se torna maior quando a Selic está igual ou abaixo de 8,5% ao ano. Nesses casos, o rendimento corresponde a 70% da taxa básica de juros mais a TR, que, de acordo com os dados do BC, está de 0,09% para este mês de março.

Valor na poupança

Quanto renderia em seis meses: 3,04%

R$ 1 mil - R$ 30,38 
R$ 5 mil - R$ 151,89
R$ 10 mil - R$ 303,78

Quanto renderia em um ano: 6,17%

R$ 1 mil - R$ 61,68
R$ 5 mil - R$ 308,39
R$ 10 mil - R$ 616,78

Onde investir

Os especialistas são categóricos ao afirmar que a poupança não é a melhor alternativa para quem busca rentabilidade. Com a elevação da taxa de juros e a inflação alta no país, as aplicações em renda fixa tornam-se mais atrativas para o investidor.

Como o mercado ainda espera novos aumentos, Beresca acredita que os investidores devem buscar produtos que possam acompanhar o aumento da taxa de juros. Para esses casos, os títulos pós-fixados são as melhores opções. “A projeção atual para o fim do 2022 é que a Selic alcance o patamar de 13,25% ao ano”, ressalta.

Além disso, como ainda não há informações sobre os possíveis impactos sobre a economia global no período do conflito entre Rússia e Ucrânia, o analista de investimentos da Ativa afirma que a taxa básica de juros pode encerrar o ano em um patamar mais elevado. Mesmo assim, ele aponta boas opções de investimento para títulos de renda fixa pré-fixados. “É interessante pegar aqueles com vencimento um pouco mais curto para aproveitar as taxas mais altas”, recomenda.

No entanto, é preciso escolher os produtos de acordo com os seus objetivos e prazos. Aos que buscam segurança, liquidez e rentabilidade de curto prazo (cerca de seis meses), Arley Junior, especialista em investimentos do Santander, recomenda os CDBs (Certificados de Depósito Bancário), os DIs (Depósitos Interbancários) e os Fundos de DI.

“Os Fundos de DI e DI são atrelados ao CDI, taxa que acompanha de perto a Selic. No caso dos CDBs, é preciso avaliar qual percentual do CDI o produto rende”, recomenda Junior.

Mas aos investidores que buscam retornos a médio prazo (seis meses a um ano) o especialista do Santander recomenda as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA). “São isentas de Imposto de Renda para pessoa física, o que torna sua rentabilidade potencialmente mais interessante”, afirma. No entanto, ele adverte que esses produtos não possuem carência e não permitem resgates antes do vencimento.

Para o longo prazo, Júnior cita os títulos atrelados à inflação que pagam taxa prefixada e debêntures como alternativas.

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